A História de Londres sob meu olhar

21/03/2017

                                                                    A Londres Romana

O Brasil foi descoberto em 1.5000 depois de Cristo, enquanto Londres começou no ano 55 antes de Cristo, quando o romano Júlio César invadiu a Inglaterra e alcançou o rio Tamisa. 

                              A origem da palavra Londres possivelmente significa "seguindo o rio".

Ora, vejam só, eu somente alcancei esse rio no ano 2012 depois de Cristo! Contudo, em 1865 depois de Cristo, Lewis Carroll, alcançou antes de mim o rio Tamisa, passeando de barco com menininhas, quando começou a contar a Alice Lidell a história de Alice no País das Maravilhas, insurgindo-se contra a moralista época vitoriana.  Como sou estudiosa de abuso sexual, me dou o direito de desconfiar desse esquisito escritor. 

                                                                            Alice Lidell

Quando o exército romano invadiu essa região havia poucas tribos habitando a margem oposta do Tamisa, mas na época da segunda invasão romana, 88 anos depois, estes encontraram um pequeno porto e uma comunidade mercantil. É por isso que a Inglaterra é dona do mar até hoje, que o diga o Almirante Nelson que influenciou a marinha do mundo inteiro. Os espertos romanos (eram demais!) construíram uma ponte sobre o rio Tamisa, erguendo sua sede administrativa do lado norte, chamando de Londinium, versão do seu antigo nome celta.

 

Muito rapidamente Londres se tornou a maior cidade da Inglaterra, e na época da invasão normanda (166 antes de Cristo) tornou-se a capital. E a população cresceu instalando-se fora da cidade murada, até que em 1066 antes de Cristo ocorreu o Grande Incêndio que, até hoje, é referencial quando se conta a história dessa capital. Claro que reconstruíram tudo, porque não são brasileiros, lembrando que Deus dá o frio conforme o cobertor, por isso não temos terremotos, nem tsunami, nem qualquer atitude raivosa da natureza.

 Londres abarcou os povoados do entorno, inclusive a cidade real de Westminster (antes era o centro religioso e político) e em pouco tempo tornou-se a cidade mais rica do mundo, nos séculos 18 e 19, por causa do comércio e da indústria. Quem de nós não estudou a Revolução Industrial Inglesa?. 

 Aliás, aproveito para lembrar que foi graças batata (até hoje batatinha inglesa) introduzida nessa época na refeição pelos ingleses que reduziu a mortalidade infantil no mundo. E, mesmo Londres não tendo construído uma cultura gastronômica (come-se apenas tranqueiras, nada saudáveis, além de caras), o único chamado prato popular de Londres é Fish and Chips, peixe empanado com batata cozida coberta com molho (o molho torna o peixe gostoso), servida num cone, ou em prato. Assim, a batatinha inglesa prossegue prestigiada, não sendo à toa que batatinha quando nasce deixa rama pelo chão.                                                           

                                                           Fish and Chips

A riqueza de Londres criou uma classe média próspera ou enricada, que construiu belíssimas residências ainda conservadas. É claro que Londres, a rica capital, só poderia atrair milhares de imigrantes, sendo que no fim do século 19 moravam 4 milhões e meio de pessoas, e mais 4 milhões em áreas próximas. Na Segunda Guerra os bombardeios destruíram palacetes, além das docas e a indústria da época vitoriana, mas os ingleses reconstruíram tudo na metade do século 20. 

Dá para competir com os ingleses? Os caras estão aí desde antes de Cristo!! Imaginem que, apesar da crise europeia, Londres é o maior centro financeiro da Europa, onde bancos e bolsas de valores borbulham, empresas internacionais aí estão estabelecidas em belíssimos escritórios, sendo que uma área é ocupada, desde 1902, por advogados internacionais. Fiquei embasbacada com os prédios empresariais! E a Coroa é riquíssima, além do charme.

Em cada esquina tem um teatro, onde se apresentam peças, balés, óperas, etc., diariamente, por isso um fenômeno interessante ocorre à noite. Até às 22 horas as ruas de Londres estão vazias, apenas carros estacionados. Às 22 horas, quando se encerram os espetáculos, Londres mostra-se superlotada de gente. É porque saem das casas noturnas de cultura e vão encerrar a noite nos pubs. Ali assisti a opera Carmina Burana, inspirada em poemas e textos de monges e de eruditos errantes, no séc. 13. O alemão Carol Off musicou, e o tema é a evocação à deusa da Fortuna.

Contudo, Londres não é Paris. Falta glamour.

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ESCRITO POR MARLENE VAZ

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