Castelo de Amboise e Leonardo da Vinci

24/11/2016

Amboise é uma cidade francesa situada na margem esquerda do Rio Loire. Foi reconhecida ali a presença de seres humanos no séc. 1 a.C. Em 503 Clóvis e os visigodos assinaram no local um tratado de paz e, em 1429, e Joana d’Arc passou por ali a caminho de Orléans.

 

O Castelo de Amboise foi construído por um nobre, Louis d’Amboise, mas este foi executado, em 1431, pela acusação de conspirar contra o Rei Luís XII. Em 1434, Carlos VII incorporou o castelo aos bens da Coroa Francesa. Ampliou-se a construção em 1492, no estilo gótico flamejante. Na capela Sait-Hubert, ao lado do castelo, foi enterrado Leonardo da Vinci.

Durante a revolução Francesa, grande parte do Castelo foi destruída. Depois foi recuperado e declarado Patrimônio Histórico.

Encontrei desenvolvido e intenso comércio. Comprei latinhas de foie gras, talvez os melhores que eu já tenha saboreado. Dos deuses! Lembro que se trata do fígado gordo de ganso ou de pato que foi alimentado com grande quantidade de comida. Esta é uma prática que surgiu no séc. 15, no Egito, e depois se espalhou pela Região Mediterrânea. Junto com as trufas representam os mais importantes pratos da culinária francesa. Uma comida polêmica, mas que eu amo! Posso fazer nada, os patos e gansos são criados com esse fim, não no Brasil,  mas na França e no Canadá.

 

                                                                     Patê de foie gras. 

                                                                       Foie gras inteiro.

 

A cidade é adorável.

Francisco I convidou Da Vinci para fazer reformas no castelo de Amboise, em 1516, tendo este vivido e trabalhado a 500 m do castelo, em Clos Lucé, onde morreu em 1519.  Segundo contam, era por uma passagem subterrânea, entre o Castelo Amboise e o Castelo Clos Lucé, que Francisco I visitava discretamente Leonardo da Vinci. Como não é permitido circular transporte público nesse percurso, caminhei a me exaurir, até chegar ao castelo onde viveu Da Vinci. No percurso vemos inúmeras casas construídas nas rochas. Um encanto!

 Adoráveis !!!

 

 O lindíssimo jardim de Clos Lucé. É renascentista, que foram  jardins surgidos na Itália, desenhados com régua e compasso, mostrando simbolismo, como estátuas, labirintos, grutas, etc., sendo perfeitos para dar a ideia de paraíso. Caminhando você encontra um jardim botânico, também renascentista, que não visitei, porque estava exausta da caminhada e, pior, pensando que teria que fazer o mesmo percurso de volta ao hotel. Essas viagens pela Europa exigem caminhadas por longos percursos. Por isso em muitas fotos estou calçada de confortáveis sandálias papetes, que minha família abomina por não serem elegantes, mas que só as mulheres de Praga e eu sabemos que é o calçado certo para não machucar os pés. 

Castelo Clos Lucé, com suas janelas góticas, foi adquirido por Carlos VIII, para sua esposa Ana da Bretanha, a poderosa. Depois da morte de Da Vince, passou por alguns donos, mas hoje pertence à família Sanit Bris, que o transformou num museu. Impressionou-me os desenhos desse gênio, um cientista (de várias ciências).  As plantas de várias máquinas desenhadas por Da Vince estão expostas. Emocionei-me ao sentir a presença do artista. 

Não é permitido fotografar o interior. Mostro fotos de gravuras  adquiridas. Oficina de trabalho do gênio, com suas máquinas.

A cozinha.

  "Plus on connaît, plus on aime".  Leonardo Da Vince.  (Quanto mais conheço, mais amo (conhecer)".Esta é minha sensação pelo mundo: quanto mais aprendo, mais quero aprender.

 

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ESCRITO POR MARLENE VAZ

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